Os jornalistas da VISÃO, que continuam a trabalhar e a publicar a revista desde Agosto, mesmo sem receberem salários, entenderam avançar com um “crowdfunding” (https://gofund.me/275b4f4e2) para poderem comprar o título e manter a sua publicação. Para conseguir alcançar esse objectivo são precisos 200 mil euros. Até há poucos minutos já tinham sido conseguidos 49.246 mil euros.
«Ajudar a que a VISÃO fique nas mãos da sua redacção é uma garantia de que continuará a ser respeitado o jornalismo livre, independente, de qualidade e atento ao que é importante, sem se deixar manietar pela espuma dos dias e pela ditadura de algoritmos, com agendas ou propósitos escondidos», justificam os jornalistas.
E explicam que a verba servirá para «apresentar, em leilão, uma proposta sólida e vencedora – que resista às investidas de um qualquer aventureiro ou de alguma entidade de origem desconhecida».
Neste projecto estão envolvidos «jornalistas que, nos últimos meses, têm estado a fazer a VISÃO», informam, acrescentando que «foi graças a um requerimento apresentado em tribunal?» que a revista «pôde continuar a ser publicada, mesmo depois de ter sido decidida a liquidação da empresa que detinha o título». «Este grupo [de jornalistas] tem estado, desde 1 de Agosto de 2025, a produzir a revista 100% em teletrabalho, e tem vários salários em atraso», referem, salientando que apesar dessa situação, «resistiu por respeito à história da VISÃO e por acreditar no seu futuro, assente num jornalismo independente de agendas, comprometido com os valores éticos da profissão, com a democracia e com os Direitos Humanos».
Se conseguirem alcançar o objectivo, «a ideia é começar com uma estrutura muito reduzida, semelhante àquela com que tem estado a funcionar. Depois, num horizonte temporal relativamente curto, segundo o plano de negócios, a ideia é ir reforçando a redacção – o coração do projecto – tanto na edição impressa como no digital». «Aos poucos, querem retomar a publicação da VISÃO História, da VISÃO Biografia, da VISÃO Júnior, da VISÃO Saúde e de outras marcas com a chancela VISÃO, que têm um público fiel e activo», informam.
E adiantam que «a margem operacional que existir deve ser usada para investir em jornalistas e no jornalismo – com salários dignos, condições de trabalho adequadas, capacidade para atrair os melhores colaboradores e meios para investir em reportagens e dossiers que fazem a diferença».
Quem estiver interessado em ajudar, «além de fazer um donativo para o “crowdfunding”, é importante continuar a comprar a VISÃO em banca – e assinar a revista, quando conseguirmos voltar a ter ativo o sistema de assinaturas».





