No ano em que se comemoram dez anos do Simpósio Internacional de Arte Contemporânea (SIAC), é altura de repensar se faz sentido manter os painéis nos muros do Largo Frei Pedro e nas ruas Batalha Reis e Soeiro Viegas, que foram colocados em 2018, aquando do SIAC#3. Na opinião da vereadora da coligação PSD/CDS/IL na Câmara da Guarda, Alexandra Isidro, os painéis deveriam ser retirados, até porque «tiveram um contexto específico», isto é, «na altura entendeu-se que seria interessante e pertinente com uma série de artistas portugueses e espanhóis que reinterpretassem arte contemporânea, no sentido de se fazer um roteiro de arte urbana que se designou na altura “via pictórica”». «Neste momento, acho que não dignificam nada porque estão esbatidos, já não representam nada e muitos não têm legenda, não têm contexto, não há uma brochura e não está identificado em lado nenhum qual é o propósito daqueles painéis», justifica Alexandra Isidro. E, por isso, entende que deviam ser retirados.
A sugestão foi colocada pela vereadora na última reunião do executivo municipal, tendo na altura também chamado a atenção para o estado em que se encontram algumas das placas de identificação das esculturas que estão no Campo Internacional de Arte Contemporânea, na envolvência da sede do Centro de Estudos Ibéricos.
Questionado sobre estas situações, o presidente da Câmara, Sérgio Costa, disse aos jornalistas que lamentava os actos de vandalismo que foram sendo feitos ao longo dos anos também naquela zona, adiantando que «os serviços estão a tentar colocar outro tipo de placas mais pequeno, mais robusto para ver se não são tão danificadas». Quanto à questão dos painéis, o autarca recordou que «já lá estão há 6,7,8 e mais anos e nunca ninguém disse nada sobre isso, nem os que estavam, nem os que passaram entretanto». E informou já que «vai ser reavaliado esse processo, sem tabus».




