Foi assinada esta tarde no Município da Guarda o contrato de empreitada da obra “Regeneração e Mobilidade Urbana do Vale do Cabroeiro”, tendo em vista a concretização da popularmente conhecida “variante da Ti Jaquina”. A obra foi adjudicada ao consórcio António Saraiva & Filhos, Lda/Opualite – Construções SA/João Tomé Saraiva – Sociedade de Construções Lda, pelo valor de cerca de 10, 6 milhões (IVA incluído), e tem um prazo de execução de 915 dias. Para além destes valores, o custo total da obra ultrapassa os 12,8 milhões de euros, já incluindo uma verba para as expropriações dos terrenos (1,6, milhões de euros) e outra para a fiscalização (648 mil euros)
Na opinião do presidente da autarquia, Sérgio Costa, hoje «é um dia histórico» porque a assinatura deste contrato representa muito mais do que a adjudicação de uma obra pública. «Estamos a cumprir uma promessa que gerações de autarcas fizeram, mas que só agora, com coragem e determinação, se conseguiu concretizar», disse o autarca, que aproveitou a ocasião para responsabilizar a oposição (PS e PSD) no anterior mandato de fazer um «bloqueio sem precedentes». «Não chumbaram porque o projecto fosse mau. Não chumbaram porque faltasse dinheiro. Chumbaram por táctica partidária. Chumbaram porque não queriam que este executivo fizesse obra», afirmou.
Sérgio Costa evidenciou depois as vantagens desta obra, nomeadamente «ligar, finalmente, o coração da cidade à VICEG» e ao Parque Industrial da Guarda. «Vamos ligar os bairros que estavam de costas voltadas: o Bairro de Nossa Senhora dos Remédios, o Bairro da Luz, a Póvoa do Mileu e o Bairro do Pinheiro», pormenorizou.
O autarca acrescentou que não será feita apenas uma «estrada de alcatrão», será criada «uma estrutura verde, moderna, com percursos pedonais e cicláveis, com corredores de autocarro, respeitando a ecologia e criando espaços de lazer».
«Esta obra não serve apenas para passar carros; serve para fixar pessoas. Ao desbloquearmos o Vale do Cabroeiro, estamos a abrir a maior área de expansão urbanística da Guarda das últimas décadas», afirmou ainda Sérgio Costa, informando que o projecto «vai permitir a construção de 500 novos fogos habitacionais».
Adjudicação da obra e a contratação de um empréstimo aprovados em Novembro do ano passado
A adjudicação da obra de regeneração do Vale do Cabroeiro e a contratação de um empréstimo de cerca de 11 milhões de euros (IVA incluído), tendo em vista a concretização da popularmente conhecida “variante da Ti Jaquina”, foram aprovados, por unanimidade, no passado dia 24 de Novembro.
Contrariamente ao que tinha ocorrido no dia 9 de Setembro, poucos dias antes das eleições autárquicas, em que a oposição (PS e PSD) na autarquia, que detinha a maioria, aprovou exactamente a retirada daqueles dois pontos, em Novembro, atendendo a que já havia uma maioria que lidera o executivo, os documentos foram aprovados sem dificuldade.
Em Setembro, a justificação dos representantes do PS e do PSD de aprovar a retirada daqueles dois pontos era de que não era a menos de um mês do sufrágio que se devia deliberar sobre um projecto que envolve um investimento tão avultado. Na altura, o então vereador do PSD, Carlos Chaves Monteiro, argumentou que a oposição não poderia assumir a responsabilidade daquele empréstimo (de 20 anos e com três anos de carência) sem conhecer a actual situação económica-financeira da autarquia e porque não deveriam «onerar as gerações futuras». Idêntica posição tomou a vereadora socialista, Adelaide Campos, esclarecendo que «ninguém põe em questão que é legal pedir um empréstimo e aprovar o plano do Cabroeiro». «É evidente que é bom para a Guarda. Estivemos quatro anos para o fazer e não é a um mês do fim [do mandato] que vamos aprová-lo», acrescentou.
Realizadas as eleições de 12 de Outubro, Sérgio Costa, que se recandidatou pela coligação “PG-Pela Guarda” (NC/PPM), foi reeleito e conseguiu alcançar a tão desejada maioria absoluta, ao serem eleitos mais três elementos para o executivo municipal. A coligação PSD/CDS-PP/IL ficou agora apenas com dois mandatos e o PS manteve um.
Nas declarações que fez no dia em que foi reeleito e conseguiu alcançar a tão desejada maioria absoluta, Sérgio Costa fez saber que a primeira medida a tomar após a tomada de posse seria a adjudicação da “variante da Ti Jaquina”.
Certo é que, depois da primeira reunião, ocorrida no passado dia 5, que serviu para fixar os dias das reuniões, aprovar a delegação de competências e a autorização para movimentação das contas bancárias, a que está agendada para amanhã à tarde – que será aberta ao público e poderá ter o acompanhamento presencial dos jornalistas – contém 59 pontos na ordem de trabalhos, destacando-se os dois primeiros relacionados com a popularmente designada “variante da Ti Jaquina” e a contratação do empréstimo para a concretização desta obra, de cerca de 11 milhões de euros (IVA incluído), dos quais aproximadamente 650 mil euros destinados aos serviços de fiscalização.
De recordar que a obra será adjudicada ao consórcio António Saraiva & Filhos, Lda/Opualite – Construções SA/João Tomé Saraiva – Sociedade de Construções Lda, pelo valor de cerca de 10, 5 milhões (IVA incluído), tendo um prazo de execução de 915 dias. De acordo com a proposta consultada pelo jornal “Todas as Beiras”, apresentaram-se a concurso quatro concorrentes, um dos quais era a empresa “Embeiral – Infraestruturas e Serviços”, que integra o grupo viseense que vai construir na Guarda o Hospital São Mateus, junto ao parque industrial, que apresentou um valor muito superior, cerca de 13 milhões de euros, tendo ficado em quarto lugar.







