Decorre esta tarde em Trancoso uma reunião entre os autarcas dos concelhos da região Centro afectados pelos incêndios rurais das últimas semanas e o Governo para falarem sobre prejuízos e medidas de apoio. O encontro foi promovido pelo Ministério da Economia e Coesão Territorial e pelo Ministério da Agricultura e Mar, e, além da presença dos dois ministros, Manuel Castro Almeida e José Manuel Fernandes, respetivamente, conta com os secretários de Estado da Acção Social e da Inclusão, Clara Marques Mendes; do Planeamento e Desenvolvimento Regional, Hélder Reis; da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado; e das Florestas, Rui Ladeira.
Segundo fonte do Ministério da Economia, estavam inicialmente confirmados 24 municípios para este encontro, mas alguns deslocaram-se à reunião que o Governo teve de manhã em Sernancelhe, distrito de Viseu, com outras autarquias afectadas pelos fogos, das regiões Norte e Centro. No final desse encontro, Manuel Castro Almeida informou que o Ministério da Economia e da Coesão Territorial já recebeu cerca de cinco mil pedidos de ajuda, sobretudo de autarquias do Norte, quando no ano anterior tinha havido mil pedidos.
A reunião realiza-se «essencialmente para ouvir os autarcas e conhecer os prejuízos» provocados pelos recentes incêndios e «adiantar que haverá apoios», os quais deverão ser aprovados esta tarde em Viseu, em Conselho de Ministros extraordinário.
Marcam presença esta tarde, em Trancoso, os municípios de Aguiar da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Guarda, Mêda, Pinhel, Sabugal, Seia e Trancoso.
De Castelo Branco estão autarcas dos concelhos de Covilhã, Fundão, Idanha-a-Nova, Castelo Branco e Penamacor, do distrito de Coimbra estão Arganil, Lousã e Oliveira do Hospital, e do distrito de Viseu está Mangualde. Está ainda representado o concelho de Ponte da Barca, distrito de Viana do Castelo.
Os fogos que têm deflagrado nas últimas semanas já provocaram três mortos, incluindo um bombeiro, e vários feridos, alguns com gravidade, e destruíram total ou parcialmente casas de primeira e segunda habitação, bem como explorações agrícolas e pecuárias e área florestal.
Portugal activou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, ao abrigo do qual dispõe de dois aviões Fire Boss, estando previsto chegarem amanhã mais dois aviões Canadair. Segundo dados oficiais provisórios, até 21 de Agosto arderam 234 mil hectares no país, mais de 50 mil dos quais só no incêndio de Arganil.





