A exposição “Incerteza Objectiva”, que integrou trabalhos de Pedro Boese, Martim Brion, Anna-Maria Bogner, Marco Stanke, José Maçãs de Carvalho e João Jacinto e curadoria de Martim Brion, marcou, em meados de Junho deste ano, a abertura da 9ª edição do SIAC – Simpósio Internacional de Arte Contemporânea da Guarda. Esta Terça-feira foi a vez de ser apresentado o catálogo desta mostra, patente no Museu da Guarda até ao passado dia 20 de Setembro, que reuniu pintura, gravura, escultura, fotografia e instalação de seis artistas internacionais. Como refere Thierry dos Santos, ex-coordenador do Museu, no catálogo, a exposição construiu «um percurso onde cada obra participa numa investigação sobre os modos de ver, de representar e de produzir sentido».
Na sua opinião, «percorrer a exposição» significou «reaprender a observar antes de identificar, a comparar antes de concluir, a sustentar a dúvida antes de formular uma certeza», acrescentando que «mais do que representar o mundo, as obras interrogam as condições através das quais o mundo se torna representável».
Para Martim Brion, a exposição, que considerou ser «um pequeno grão de areia na praia da arte» tentou «abordar a ideia de mudança e valores hierárquicos de uma forma visual». «Diferentes artistas, com abordagens diversas, em diálogo. Como classificar o trabalho apresentado? Como pensar as obras umas em relação às outras? Estas obras transmitem alguma mensagem? E se sim, quais? Será que tudo isto é um espelho do discurso e da evolução da sociedade?», questiona o curador da mostra. A terminar o seu texto publicado no catálogo, Martim Brion refere que «a beleza da coisa é realmente observar uma exposição e a arte em geral com uma mente aberta: primeiro observar e depois ler».





